Burnout – uma síndrome laboral

O século XXI está caracterizado como o período da conquista individual vinculada ao status de cargos, ascensão, agenda lotada de compromissos e como consequência, surgiu uma condição física e emocional: a exaustão. 

Estudos sobre um fenômeno laboral que envolve:

  • Sensação de esgotamento ou exaustão de energia.
  • Aumento do distanciamento mental do trabalho, sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao trabalho.
  • Redução da eficácia profissional.

O que inicialmente foi caracterizado como quadro depressivo, passou a compor a Classificação Internacional de Doenças – CID 11 como ‘Síndrome de Burnout’ sob o código QD85 como um fenômeno ocupacional, não como condição médica geral.

Assim posto, fica claro que a forma como gerimos nossa vida profissional pode levar a doenças não vinculadas somente à condição mecânica como esforços repetitivos ou ambientes insalubres. A sobrecarga mental e emocional,  identificada inicialmente em profissionais “cuidadores de gente” – professores, médicos, enfermeiros e psicólogos – foi expandida para outras profissões. Então, não é profissão propriamente dita, mas o perfil da pessoa que se leva ao trabalho; como administra as demandas da atividade laboral; como interage com o perfil da empresa com missão, visão e valores.

Ilustrações do quadrinista André Caliman.

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