Na medida em que crescemos e somos colocados em contato com pessoas fora do ambiente familiar, vamos identificando realidades que podem impressionar, inspirar ou assustar. Na confusão emocional de situações atípicas, buscamos interpretações, questionamentos e respostas. Muitas vezes elas são sanadas com adultos no entorno; ou em filmes e desenhos; ou em livros contendo histórias de “mocinhos” e “bandidos”; ou em regras determinando o que é certo ou errado. Gradativamente, adquirimos um repertório emocional e comportamental, como um código interno que irá definir como interpretar as diversas situações que se apresentam.
A empatia, como uma capacidade psicológica de colocar-se no lugar do outro (sentindo, vivenciando, ouvindo e acolhendo) é uma condição do funcionamento cerebral envolvendo uma “conversa” sináptica entre o sistema límbico e o neo-córtex. Ou seja, um diálogo entre a emoção e a razão, gerando o altruísmo.





Ilustrações em aquarela do quadrinista André Caliman.

