Medos – reais e imaginários

Quando falamos de emoções precisamos deixar claro que não existe “as certas” e “as erradas”. Elas falam por si só, e nos indicam um caminho a percorrer. Com o medo não é diferente, ele pode ser protetor ou sabotador. Saber reconhecer e nomear a emoção é o começo do caminho.

Na medida em que caminhamos pela vida e vamos ampliando nossas experiências, os medos vão se refinando e passam a ser menos concretos e mais subjetivos; menos generalizados e mais específicos.

Ao longo do desenvolvimento infantil, o funcionamento cerebral – que estava em prontidão – vai ganhando memórias que serão acessadas na tomada de decisões, e o medo pode ser protetor ou sabotador.

Quanto maior a intensidade da emoção experienciada nas determinadas situações da vida, maior será o registro na memória. O mais interessante, é que crianças de idade semelhante vivendo a mesma situação, podem dar uma conotação emocional diferente. E aí começa o autoconhecimento:

  • quanto maior o nível de empatia, maior a dor emocional.
  • quanto maior capacidade de análise racional, maior controle emocional.
  • os valores familiares ajudam a determinar reações emocionais.
  • os modelos adultos escolhidos pela criança influenciam nas reações.

Ilustrações em aquarela  do quadrinista André Caliman.

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