A vaidade previsivelmente humana

“Todos nós necessitamos sentir não apenas que somos importantes:

necessitamos sentir que as outras pessoas percebam

e reconheçam nossa importância.”

Les Giblin

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‘ O segundo planeta, um vaidoso o habitava.

-Ah! Ah! Um admirador vem visitar-me! exclamou de longe o vaidoso, mal vira o príncipe.

Porque, para os vaidosos, os outros homens são sempre admiradores.

Admirar significa reconhecer que eu sou o homem mais belo, mais rico, mais inteligente e mais bem vestido de todo o planeta.

-Mas só há você no seu planeta!

-Dá-me esse gosto. Admira-me mesmo assim!

– Eu te admiro, disse o principezinho, dando de ombros. Mas como pode isso interessar-te?

E o principezinho foi-se embora.

As pessoas grandes decididamente são muito bizarras, ia pensando ele pela viagem afora.’

Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe

 

Nos relacionamentos, não importa de que tipo, tudo o que as pessoas desejam é que seja oferecido condição para sua existência.

  • E como podemos dar condição de existência ao outro? Quando encontramos algo para admirar, elogiar, enaltecer.

Parece fácil, mas caímos em armadilhas tipicamente humanas, pois ao contrário do que deveria ser, entramos nos relacionamentos buscando ser admirados, elogiados e enaltecidos. É uma condição humana, não adianta “levantar bandeira” sobre seu altruísmo e o quanto consegue validar e cuidar das necessidades do outro, a vaidade é previsivelmente humana. Até mesmo “levantando esta bandeira”, você estará se envaidecendo.

  • Então, para caminharmos controlando nosso nível de arrogância, podemos começar primeiramente, admitindo esta verdade existencial.
  • Em segundo lugar, podemos “caminhar” pela vida procurando sinceramente mostrar a importância das pessoas que circulam por ela. A isso chamamos tecnicamente de “dar condição de ser”. Como diz o ditado “é dando que se recebe”. Se tudo o que queremos é ser admirados, podemos então, aceitar que somos vaidosos sim – alguns mais que outros –  mas validar a existência do outro como um propósito de vida. A chance de estabelecermos afinidades é maior, e em contra partida, também aumentam as chances de sermos admirados. Só um lembrete: se você usar isso como “truque de vendedor” sem que exista sinceridade, já vou avisando, não vai dar certo! As pessoas não conseguem sentir o valor delas se você dissimula, e na realidade pensa que ela é um “zé ninguém”.

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Chamamos tecnicamente de “dar condição de ser”.

Admitindo minha vaidade previsivelmente humana, desejo que este artigo motive você a rever ideias e alterar comportamentos, aumentando a “condição de ser” que você oferece aos outros. Assim acontecendo, instala-se um círculo virtuoso onde você oferece “condição de ser” como profissional da área do comportamento, e eu vou me sentindo valorizada, me motivando a escrever artigos que poderão atingir o coração e a mente de outras pessoas e … o círculo virtuoso foi instalado!

E para motivá-lo encerro com a belíssima música de Gonzaguinha: ‘O que é, o que é’

 

 

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