Verifico na prática clínica e no ambiente corporativo o grande sofrimento daqueles que se levam pela vida e se deparam com a sensação de impotência.
Bom … se pensarmos bem … em algum momento todos nós já nos vimos impotentes!
Impotentes para atingir metas, mudar o comportamento nocivo do outro, alterar culturas, modificar maneiras de pensar …
A dor emocional da impotência manifesta-se frequentemente no “corpo” através de pânico (medo exacerbado), paranoia (mania de perseguição) e depressão (falta de esperança).
Muitas vezes, erroneamente, esta impotência leva ao ato desesperado de aumentar o controle e o domínio sobre o outro, dando a falsa percepção de poder: poder para monitorar, poder para controlar, poder para restringir, poder para punir… E neste ato desesperado, na tentativa de diminuir seu nível de impotência e aumentando o nível de controle sobre o outro, o que se obtém é a quebra das relações e o afastamento (não necessariamente físico) da intimidade emocional.
A sensação daquele que “parecia poderoso” é de estar “colado” no chão, sem forças para levantar: – “Onde foi que eu errei? – Eu sei que sou controlador, mas é para o bem do outro!”
“Como a cidade com seus muros derrubados,
assim é aquele que não sabe dominar-se.”
Provérbios 25:28
Vulnerabilidade!
Esta é a palavra que melhor descreve o momento daquele que “caiu” em si e descobriu que precisa aprender a lidar com a realidade do seu nível de impotência.
A realidade em admitir que o único “poder” que temos é o de manejar nossos próprios defeitos, pois nos final das contas … só responderemos por nós mesmos!



Muito bom o texto,parabéns