“Aquele que domina os outros é forte. Aquele que domina a si mesmo é poderoso.” Lao-Tsé Filósofo Chinês (séc VI a.C.)

Verifico na prática clínica e no ambiente corporativo o grande sofrimento daqueles que se levam pela vida e se deparam com a sensação de impotência.

Bom … se pensarmos bem … em algum momento todos nós já nos vimos impotentes!

Impotentes para atingir metas, mudar o comportamento nocivo do outro, alterar culturas, modificar maneiras de pensar …

A dor emocional da impotência manifesta-se frequentemente no “corpo” através de  pânico (medo exacerbado), paranoia (mania de perseguição) e depressão (falta de esperança).

Muitas vezes,  erroneamente, esta impotência leva ao ato desesperado de aumentar o controle e o domínio sobre o outro, dando a falsa percepção de poder: poder para monitorar, poder para controlar, poder para restringir, poder para punir… E neste ato desesperado, na tentativa de diminuir seu nível de impotência e aumentando o nível de controle sobre o outro, o que se obtém é a quebra das relações e o afastamento (não necessariamente físico) da intimidade emocional.

A sensação daquele que “parecia poderoso” é de estar “colado” no chão, sem forças para levantar: – “Onde foi que eu errei? – Eu sei que sou controlador, mas é para o bem do outro!”

“Como a cidade com seus muros derrubados,

assim é aquele que não sabe dominar-se.”

 Provérbios 25:28

 Vulnerabilidade!

Esta é a palavra que melhor descreve o momento daquele que “caiu” em si e descobriu que precisa aprender a lidar com a realidade do seu nível de impotência.

A realidade em admitir que o único “poder” que temos é o de manejar nossos próprios defeitos, pois nos final das contas … só responderemos por nós mesmos!

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