O País em “choque”

Seu filho acorda pela manhã, coloca o uniforme e vai para aula, devendo voltar na hora do almoço. Um dia comum, um comportamento rotineiro. De repente … a quebra da rotina: a notícia do assassinato de jovens estudantes, durante o período de aula, numa escola municipal do Rio de Janeiro. Choque … Indignação … Raiva … Dor … Medo … Luto … As investigações procuram explicar o atentado sangrento e sem precedentes no Brasil. O medo assola: – Será que é o início de uma realidade já existente em países como os Estados Unidos?

Como profissional do comportamento humano só me resta pensar em prevenção!

Como os adultos (pais, tios, avós, irmãos mais velhos, professores) poderiam atuar como verdadeiros mentores na vida de crianças e jovens e assim “cuidar” do futuro deles?

Futuro que será assumido rapidamente com a entrada na vida adulta e as responsabilidades e consequências de ser cidadão brasileiro. Acredito que cabe àquele que tem uma criança por perto, ficar atento para a vida dela.

Ficar atento é ir além de proporcionar conforto material e estudo.

Ficar atento é observar como sua “cabecinha” começa a construir o mundo interior, aquele que vai determinar como ela vai se comportar no mundo exterior. A criança vai formando  cognições, que são ideias a respeito do que ela experiencia, e começa a se levar pela vida através delas. Estas cognições podem se mostrar ao longo do tempo, adequadas ou inadequadas, mas dentro do mundo emocional dela, sempre serão corretas. E aí mora o perigo!

Nós fazemos aquilo que achamos que está correto, pelo menos aos nossos olhos. Cabe ao adulto que está por perto, mentoriar  esta criança, identificando os falsos conceitos que ela começa a criar em sua mente e buscar refutá-los através da apresentação de novas realidade.

Acredito sim que, como adultos, somos responsáveis em identificar comportamentos desadaptados, que podem estar sugerindo distúrbios emocionais e mentais.

A prevenção de comportamentos desajustados é possível através dos adultos, mas precisamos admitir que não somos perfeitos e que não há nada de errado em procurar uma rede de apoio para ajudar a criar uma criança.

2 comentários sobre “O País em “choque”

  1. Teresa, concordo plenamente com sua visão! Penso que a prevenção destes episódios passa pela percepção intensa de como a criança está interpretando o mundo a sua volta, através de seus comportamentos, de suas reações, de sua fisionomia!! Só que é preciso “ver” essa criança e não apenas oferecer-lhe “coisas” com as quais ela possa brincar! Brincar com ela e, à partir dessa relação, entender como ela está! Só que isto é para alguns privilegiados, pq sinto que há muitos adultos, que estão “matando” outras crianças, com comportamentos perversos e patológicos, tão assassinos quanto o coitado do Welington !

  2. Cara Tereza, sua publicação e alerta é mais que significativa: sem dúvida está na hora de iniciar um trabalho preparando profissionais e estes prepararem e orientarem os familiares sobre a forma correta de educar uma criança, bem como observar seu comportamento. Como estudante de Pedagogia, com seu texto, penso ter encontrado um ótimo tema para desenvolver meu TCC, Trabalho de Conclusão de Curso. Até mais, beijo!

Deixar mensagem para HAYDÉE MARIA ROSAS RODRIGUES Cancelar resposta