“Sou substituível ou insubstituível?”

Os fatos cotidianos geram esta dúvida, afinal as pessoas que orbitam em nossas vidas podem ser substituídas?

Quantas vezes ouvimos declarações de que não sobreviveríamos sem determinadas pessoas, que elas são insubstituíveis. Por outro lado, passado o “luto” da perda – seja lá qual for ela – as pessoas se refazem e continuam suas vidas. Algumas constroem altares e rituais em memória de quem “foi embora”; outras preferem não tocar no assunto, como se aquela pessoa não tivesse existido; outras ainda procuram aprender com a “perda”, tentando se proteger para não sofrer novamente; outras substituem rapidamente, na tentativa de minimizar o desespero da falta.

Com tantas maneiras diferentes de agir, ou melhor, reagir – pois ninguém em sã consciência coloca alguém em sua vida para que ela não permaneça – a dúvida permanece. Talvez não haja uma resposta clara para esta pergunta.

Talvez a resposta seja: alguns são substituíveis outros não!

A questão aqui, talvez seja a determinação própria para que, naquele momento exato em que sua vida está existindo, você possa ser insubstituível.

Em alguns momentos da minha vida, algumas pessoas apareceram do nada e se não tivessem existido, talvez eu… não existisse mais.

Costumamos atrelar as pessoas insubstituíveis àquelas que fizeram sucesso, àquelas que “caíram no gosto do povo”, e não conseguimos imaginar o mundo sem elas. Mas elas são minoria e estão próximas também de uma minoria. Que tal pensarmos nas pessoas insubstituíveis num momento breve da sua vida:

  • um caixa de mercado sorridente e interessado
  • a recepcionista solícita na empresa que presta serviço
  • o condutor de um carro que permite que você mude de pista
  • seu pai que liga pra falar da oferta do produto que você deseja comprar
  • sua mãe que recupera suas camisas brancas que ficaram encardidas com o tempo
  • a amiga que compartilha a receita do doce que seu filho adorou
  • o jardineiro que naquele mês acertou a poda dos arbustos
  • a amiga que acompanhou você naquele sábado chuvoso pra assistir uma comédia no cinema
  • o colega de trabalho que ensinou um novo procedimento economizando tempo.

Acredito que a vida é feita de momentos insubstituíveis e todas as pessoas que fazem parte desses momentos, se tornam também insubstituíveis.

Acredito que não existe o certo ou o errado, o adequado ou o inadequado, mas sim, o único naquele momento.

Acredito que esta deveria ser uma inspiração diária, viver cada momento como se fosse insubstituível, vivendo o seu melhor e promovendo o melhor.

Um comentário sobre ““Sou substituível ou insubstituível?”

  1. Oi Terza!

    Gostei da idéia do momento insubstituível …ele é que forma um passo da caminhada dessa vida ao encontro do nosso próprio ser, que, por vezes nos deixamos confundir com o “ser” de outro ou “existência” de algo que no momento julgamos insubstituível.
    Assim, de passo em passo vamos em direção ao grande encontro de nós mesmos… este sim imprscindível.

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