“O mundo é um lugar perigoso para se viver,
não exatamente por causa das pessoas que são más,
mas por causa das pessoas que não fazem nada quanto a isso”.
Albert Einstein
As histórias de maldade denunciadas pela mídia diariamente, nos dão a plena convicção de que o mundo realmente é um lugar perigoso para se viver.
Porém, quando “bati o olho” nesta frase de Einstein fiquei realmente impactada!
Com a proliferação da maldade – mesmo sem ter uma noção exata de quando e como -, também devo fazer parte das estatísticas que são coniventes com a maldade.
Recentemente li uma notícia de empresários pedindo providências sobre o trabalho desumano infringido à mão-de-obra chinesa. Como empresários, eles sabem que as leis trabalhista – quando aplicadas -, alteram significativamente o preço final de um produto. Então pensamos: – Não é justo o que fazem com os chineses, isso é trabalho escravo em pleno século XXI. E eu concordo! Agora … abra as gavetas de armários e guarda-roupas e dê uma olhada nos produtos que você tem adquirido. Olhe a etiqueta. Está escrito: MADE IN USA? MADE IN FRANCE? Ou quem sabe até MADE IN BRAZIL? Não! Está escrito MADE IN CHINA.

Entendeu porque a frase de Einstein me impactou?
Nós contribuímos com a maldade quando não fazemos nada quanto a isso!
Será que imaginou não estar dentro desta estatística?
Talvez! Talvez tenha pensado na maldade mais grave como assassinato, estupro e outros crimes considerados graves.
Agora “abra” um pouco sua mente e pense na maldade praticada em atos leves como escrever num carro sujo: – Lave-me! Maldade? Qual a maldade? É só brincadeira! Sinto dizer que é uma brincadeira de mau gosto, porque a areia contida na poeira risca a pintura do carro, que é um bem adquirido, normalmente, como fruto de um trabalho cotidiano.
Sinto dizer que o mundo é reflexo daqueles que habitam nele e que apesar de conhecermos o bem e o mal, o certo e o errado, ainda optamos por suprir desejos e necessidades sem querermos saber se isso pode estar prejudicando alguém.
E sempre ao final de uma “cadeia” de sobrevivência, você encontrará um ser vivo, provavelmente um ser humano.


A verdade é que as pessoas estão confundindo, ou até desaprendendo os valores humanos a serem preservados. Como consequência há um total descaso e banalização do problema do outro. Sem dúvida, também um ato de violência psicológica.
Boa noite Tereza, posts sempre relevantes e reflexivos. Parabéns pela coragem de apontar àquilo que ninguém tem coragem de falar ou expressar. Ah, segue o site da igreja, do pastor Hilário. Bom natal e apareçam. http://ipbguabirotuba.org/