Você é uma pessoa catalisadora?

O conceito de catalisador vem da química e é definido como “uma substância capaz de acelerar a velocidade em que se processam determinadas reações químicas sem sofrer alterações, ou seja, não é consumido, mas regenera-se completamente no final”. (manualdaquimica.com)

Este conceito pode ser utilizado de maneira figurada no comportamento humano, identificando pessoas que entram em processos relacionais e estimulam ou dinamizam as relações e não necessariamente, permanecem nelas.

Pense naquela amiga que passa as férias na sua casa, ajuda a organizar, decorar, pintar… ajuda você a concretizar várias ideias, a colocar as pendências em dia. Aquela amiga, que ouve suas demandas, parece que entra na sua realidade, que conhece você melhor que você mesmo. Nesse tempo vivido com ela, os processos se aceleram e você tem uma sensação de produtividade, mesmo nas férias. Certo dia ela vai embora deixando um ar de mudança e melhoria. O mais interessante é que ela vai embora feliz, revigorada apesar do trabalho compartilhado. Bom… essa sua amiga é uma catalisadora!

Inicialmente, pode passar pela sua mente que a relação é meio desequilibrada, parecendo que uma pessoa doa mais do que a outra. Só inicialmente! Observando melhor o relacionamento, fica claro que o catalisador tem energia suficiente para ajudar no processo, sem perder suas características.

E então? Descobriu se você é uma pessoa catalisadora?

Ou se tem pessoas catalisadoras orbitando ao seu redor?

Nas relações profissionais isto também pode ser verificado e é um comportamento desejado para a liderança de equipes, pois a ideia não é levar o mérito dos resultados mas otimizar os processos, fazer um tráfego de informações para acelerar e dinamizar as relações e assim, obter bons resultados.

Algumas vezes, entramos em relacionamentos pessoais ou laborais desejando participar ativamente, sentimos que fazemos parte da “engrenagem” relacional e que somos imprescindíveis, fundamentais. Lá pelas tantas… descobrimos que fomos apenas catalisadores, que contribuímos e devemos nos retirar. Descobrimos que nossas crenças, valores e talentos dinamizaram as relações ou os processos, mas não fazemos parte da “engrenagem”. 

Esta descoberta pode gerar certa frustração, pois desejávamos permanecer, mas o cotidiano mostra que somos uma peça fora da “engrenagem”, fomos apenas uma “substância química” para que ela pudesse funcionar adequadamente.

A sabedoria diante desta constatação, sugere que nos retiremos amorosamente, sem mágoas. Sugere que entendamos que fomos apenas catalisadores!

Já vivi algumas situações de frustração, pois desejava fazer parte da “engrenagem” mas, tenho descoberto que meu papel tem sido na maioria das vezes entrar, catalisar e sair. E meu coração se enche de felicidade quando vê o resultado desta intervenção:  pessoas e processos otimizados, fluindo harmoniosamente.

Você já tinha parado para pensar nisso?

Em que momentos funciona como um catalisador?

Quais pessoas você conhece que funciona como alguém que entra para acelerar e fazer as coisas acontecerem?

Imagem Google

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