Premiar quem não merece, gera “bundões”!

Desculpem-me os mais sensíveis, mas às vezes é preciso usar certas palavras chulas para uma ênfase necessária.

Atualmente, ao invés de gerarmos pessoas mais inteligentes emocionalmente, em função da abertura ao diálogo entre adulto e criança (mais difícil nas gerações anteriores onde havia a tal ‘conversa de adulto’ e que criança não participava) estamos gerando pessoas frágeis, derrotistas e pouco persistentes.

O tom emocional desta geração gira em torno de estrelismos, onde ‘eu sou o bom e o outro não’ ou em torno da insatisfação, onde ‘nada é tão bom para o quanto eu sou bom’. Estamos convivendo com uma geração recém inserida no mercado de trabalho, que foi premiada mesmo quando seu comportamento ou seu desempenho era medíocre ou no mínimo uma obrigação.

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‘Autoestima inflada’

Cresci numa época, onde alunos eram reprovados por notas baixas, onde a nota média não era medíocre e onde alunos que tiravam nota 10 eram premiados com medalhas de ‘honra ao mérito’ ou bolsas de estudo. Em grande parte das escolas, quando o aluno cometia uma inadequação, os pais eram chamados e o aluno recebia um ‘pito’. Pais e professores trabalhavam alinhados na educação de crianças e jovens.

Resumindo … a premiação era apenas para aqueles que se destacavam, os alunos nota 10!

Havia a busca pela ‘autoestima saudável’, as crianças e jovens esforçavam-se pelo aprimoramento, o feedback negativo gerava dor emocional mas também, disposição em melhorar.

O que mudou de lá para cá? Basicamente …  é proibido “reprovar” uma criança!  Hoje, na maioria das escolas, quando a criança comete uma inadequação, os pais são chamados e quem leva o ‘pito’ é o professor!

Sim … quase toda a repreensão é considerada assédio moral e estamos criando uma geração de “bundões” com uma ‘autoestima inflada’ e com ‘baixa capacidade de autorregulação’.

  • Traduzindo: quando sofrem frustração, não aguentam a dor emocional e pedem para trocar de escola ou trocar de emprego.

A ‘autoestima saudável’ envolve saber que temos pontos fortes, habilidades e dons que precisam ser aprimorados, mas também, envolve reconhecer seus pontos fracos e estabelecer um programa de auto desenvolvimento.

“Somos o que repetidamente fazemos.

A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito.”

(Aristóteles)

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