“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”
(Bíblia Sagrada)
Nas minhas andanças cotidianas me deparo com construções como esta.
Num olhar mais atento … podemos identificar alguns traços de uma residência de alto padrão, mas que foi consumida pelo tempo.
Fico imaginando qual sua história e levanto algumas hipóteses:
- O dono faleceu e não tinha herdeiros
- Os herdeiros estão brigando na justiça pelos bens
- Os bens estão embargados pela justiça
- …
Seja lá qual for a história, não consigo visualizar um final feliz.
A bela casa está caindo aos pedaços!!
Me pergunto mais.
Como será que viviam as pessoas que moravam ali?
- Havia reuniões com fartura de comida e boa conversa?
- Havia crianças nascendo, crescendo e brincando por ali?
- Ou será que morava alguém solitariamente
A verdadeira história talvez nunca descubra, mas olhando para esta casa gosto de “construir” novas histórias.
Histórias onde pessoas conseguem identificar que os tesouros desta terra são passageiros e não vale a pena deixar-se levar pela ansiedade com o amanhã ajuntando hoje para a semana … para o mês … para o ano … para a década … para as futuras gerações!
Se onde está o meu tesouro também está meu coração, vale a pena perguntar para si mesmo:
- O que eu chamo de meu bem?
- O que tem valor para mim?
- Onde encontro segurança?
- Onde está minha estabilidade?
- Quais são minhas garantias?
Para pensar sobre estas questões sugiro que assista o filme ‘Os Fantasmas de Scrooge’ com Jim Carrey.
Já vou avisando … não é filme infantil, mas apesar de ‘pesado’ pode ser inspirador.


