Quando sinto o dinamismo da vida cotidiana e penso no quanto é difícil exercer flexibilidade, me inspiro na música de Almir Sater ‘Tocando em Frente’.
Quanto mais estudo sobre o comportamento humano na ‘era do conhecimento’, mais identifico a grande dificuldade de lidarmos com a frustração. Numa época em que a comunicação ocorre em tempo real via Smartphones, Facebook, Twitter,Google … o comportamento humano vincula-se cada vez mais ao hedonismo. Isso mesmo! Existe um apelo para o prazer imediato e quando isto não ocorre instala-se a frustração, gerando desmotivação. Esta desmotivação vem tão galopante que a persistência passa a não existir no ‘vocabulário emocional’ das pessoas. Resumindo: – Se não tenho o que quero no primeiro momento em que vislumbrei a aquisição, também não quero mais!
Pensando assim, o sentimento de felicidade vai se escoando entre os dedos da mão. E o coração não consegue encontrar este outro trecho da música:
“Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei”
Passando pela infância ingênua, adolescência turbulenta e vida adulta repleta de projetos e formações, aprendi que a resiliência é fundamental para a sobrevivência. A capacidade de sentir as ‘dores do mundo’ deformando-se com elas, mas sem guardar ressentimento, nos fortalece e nos torna mais sábios.
“É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir”
Minha sugestão … é que você continue ‘tocando em frente’!


