“O Curioso caso de Benjamin Button” – considerações de uma Psicóloga

“O Curioso caso de Benjamin Button”, treze indicações ao Oscar e três ganhos.

Para alguns … um filme de ficção, sem grande impacto.

Para outros … um filme que retrata os dilemas da humanidade: o processo de envelhecimento; o desejo à maternidade; o amor inadmissível entre um homem e uma mulher.

Para alguns … um filme bonito.

Para outros … choro convulsivo na constatação do quanto a vida e suas relações são efêmeras: um casamento perfeito e a perda da esposa querida no nascimento do filho; um filho adotivo que ora é dependente e anos depois cria asas e ganha o mundo; todo o repertório de uma vida de cantora, pianista, nadadora, fazendeiro, escritor, empresário, que se esvai com o envelhecimento do corpo e da noite para o dia desaparece da face da terra.

Para mim … um filme que fala do intenso amor entre homens e mulheres, seres tão distintos mas com uma atração arrebatadora que desafia o tempo, a idade, a classe social e o que os outros vão pensar ou vão deixar de pensar.

Uma ficção sim, mas com uma genialidade para fazer as almas humanas mais sensíveis refletirem sobre o rumo que estão dando às suas vidas.

Já que tudo é efêmero! Já passou, ou vai passar!

Como vou viver este momento que é único?

Com lamúrias do que poderia ter sido?

Com gratidão pelo que foi vivido?

Cada um pode criar seu próprio “filme” e nele colocar histórias surreais que sobreviverão ao tempo, ou histórias materiais que serão sucumbidas com o passar dos anos.

Prefiro ficar no grupo das pessoas que amam intensamente e apesar do risco da desilusão, sentem o calor desse amor, mesmo que seja efêmero.

Prefiro me apoiar no texto bíblico que diz: “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas como é morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.” (Bíblia Ap 3:16)

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