– Eu sou rica!
Ouvi esta afirmação de uma senhora, idosa, professora aposentada pelo estado, que ganha pouco mais que dois salários mínimos. Intrigada, pedi detalhes da afirmação.
E ela respondeu: – Veja a cidade onde eu moro, tudo isto é meu, o prefeito e os vereadores são meus funcionários, eu tenho muitos parques, praças e jardins lindos e bem cuidados para frequentar. Os garis trabalham limpando as ruas por onde eu passo. Tenho ônibus gratuito e um motorista que me leva onde eu preciso ir. Meus filhos e netos tem carros e casas, inclusive na praia e exterior. Eu sou rica! Tenho tudo o que eu preciso para viver com saúde física e emocional.
Então … aí está um novo conceito de riqueza.
Esta senhora identifica como riqueza algo muito além do imóvel onde mora e da sua conta bancária.
Como bem coloca a escritora Jandira Masur: – As coisas tem muitos jeitos de ser, depende do jeito da gente ver!
Nós podemos pegar fatos e situações e ampliar numa lente de aumento que está em nossa mente, nas cognições que fazemos a respeito daquilo que estamos vivendo. Podemos deixa-las pior, ou melhor. É só um ponto de vista.
Gostei do ponto de vista desta senhora, com certeza ela não sofre de algumas angústias típicas, daqueles que estão avaliando sua existência, quando chegam na terceira idade.
E então … Como você conceitua riqueza?


Considero riqueza o que me traz bem-estar, atende as minhas necessidades no momento que preciso.
Da mesma forma o dinheiro, sua utilidade é nos trazer bem-estar, não consigo associá-lo a nenhum outro tipo de sensação.