Cara de um, focinho do outro!

Você tem cachorro de estimação? Conhece alguém que tem? Como você vê a relação entre o ser humano e o cachorro?

Bom … quando vou fazer anamnese – instrumento para coletar as queixas trazidas pelo paciente -, no consultório, pergunto se existe cachorro e qual o comportamento dele. É incrível perceber, que este animal, contribui para identificar uma dinâmica pessoal ou familiar. Ele faz parte do sistema e seu comportamento pode mostrar a “doença emocional” e também se a “cura” está ocorrendo.

Cientistas dos EUA conseguiram comprovar, que o temperamento do cão é diretamente influenciado pela personalidade do dono, não importa a raça.

Isto explica porque, para tratar o dono que vem para a terapia, pergunto inclusive sobre o comportamento do cão que vive com ele.

Assustado? É pra assustar mesmo!

Os cães foram selecionados geneticamente pelos humanos para atender suas necessidades de caça, pastoreio ou mesmo para fazer companhia. O que não se podia imaginar é que ele sofre influência direta do seu cuidador humano;

  • se o dono é carente, o cachorro também é, e sofre de ansiedade de separação
  • se o dono é possessivo, o cachorro também é, e vai agredir quem chegar perto demais do seu dono
  • se o dono é antissocial, e não gosta de gente, seu cachorro vai mostrar os dentes quando alguém vem de chamego, querendo intimidade.

Viu? Cara de um, focinho do outro!

Hoje em dia, o cão está inclusive substituindo o lugar de um bebê/filho. E parece que eles respondem ao afeto de seus donos, melhor que os próprios bebês, pois o único objetivo do cão é agradar.

Numa era individualista, onde as pessoas não querem abrir mão de seus desejos, ficou mais fácil “adotar” um cão do que uma criança. Ela vai crescer … mostrar suas carência … exigir individualidade … exigir … exigir … exigir …

Um comentário sobre “Cara de um, focinho do outro!

Deixe um comentário